O evento contou com as palestrantes Mariana Lopes, doutoranda em História pela Universidade Federal de Uberlândia e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF).

Na tarde de sábado, 20, o Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora começou com a palestra “As consequências da Reforma da Previdência para a Mulher Trabalhadora”. O evento contou com as palestrantes Mariana Lopes, doutoranda em História pela Universidade Federal de Uberlândia e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF).

A deputada federal Erika Kokay

A deputada federal Erika Kokay

Érika Kokay fez uma análise de conjuntura diante do golpe parlamentar instalado no país, iniciado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Destacou a aprovação da Emenda Constitucional nº 95 de 2016, que cortou os investimentos em políticas públicas pelos próximos 20 anos, seguido pelas propostas de Reformas da Previdência e Trabalhista e a aprovação da Terceirização.

A deputada criticou a proposta que afeta principalmente as mulheres, “é de uma profunda crueldade com as mulheres, porque nós trabalhamos muito mais que os homens. E a constatação de que as mulheres têm tripla jornada foi o que levou a Constituição de 88 a assegurar que nós tivéssemos uma aposentadoria diferenciada, com menor tempo de serviço, para que as mulheres pudessem chegar à aposentadoria”, disse.

A palestrante Mariana Lopes

A palestrante Mariana Lopes

Mariana fez um resgate histórico da Previdência Social antes de se tornar lei, quando os trabalhadores se organizavam em associações para que pudessem se aposentar, criando uma solidariedade de classe. Relembrou a luta da mulher por seu espaço na sociedade e no mundo do trabalho, principalmente as mulheres negras. “Mulheres brancas na década de 50 lutavam para trabalhar, as mulheres negras e indígenas sempre trabalharam, eram escravizadas”, disse a historiadora.

Dentro das universidades, destacou a importância do diálogo entre trabalhadoras técnico-administrativas em educação e trabalhadoras terceirizadas. Sobre a Reforma da Previdência, destacou que as mulheres foram as primeiras a se levantarem contra a Reforma da Previdência no dia 08 de março. “A gente que vai barrar as reformas trabalhista e da previdência porque seremos as mais afetadas por elas”, finalizou Mariana.

Roda de conversa

Ao final a mesa abriu para o debate, após foi realizada uma roda de conversa. As mulheres de cada estado fizeram um relato sobre a realidade e dificuldades dentro das instituições federais de ensino e sindicatos em que atuam, subsidiadas pelos temas apresentados nas palestras sobre as Reformas Trabalhista e Previdenciária.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

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